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Entrevistas

As atividades de interlocuções com as pesquisa desenvolvidas pelo (In)vis têm ocorrido em diferentes formatos, possibilitando o compartilhamento e problematização dos resultados parciais da investigação e a transformação de estudantes e professores por meio desses encontros. Compartilhamos aqui algumas das entrevistas realizadas com ativistas pelos direitos das pessoas com deficiência e profissionais da área do cinema. Esses registros sintetizam o movimento dialógico da pesquisa e nosso desejo de compartilhar amplamente falas e reflexões que possam contribuir para outras construções sociais acerca da deficiência.

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Clara Mar

Escritora, poetiza e pesquisadora formada em Letras Língua Portuguesa pela universidade de Brasília. Em 2019, seu conto "Sobre Velhos e Bolsões" foi publicado na revista "Caminhos - O Melhor do Brasil" 3a edição, do poema " O Oceano do Mundo Concreto" na coletânea Corações Libertários, fruto do concurso de poemas promovido pela Habeas Liber da faculdade de Direito da UnB. Em 2020, publicou os poemas "Estátuas e Gente", "Poema sem Título I" e "Crânio" na antalogia poética "Guarda Municipal em Versos" pela Montreal Editoração. Trabalha como palestrante motivacional em escolas públicas em Brasília. Autora de vídeos de diversos temas para as plataformas do Instagram e TikTok, além de postar alguns escritos, também no Instagram. Atualmente é pesquisadora do grupo de pesquisa INVIS (CNPq).

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Daniel Gonçalves

Diretor dos longas premiados Meu Nome é Daniel (2019) e Assexybilidade (2023). Além de diretor, é produtor audiovisual, formado em jornalismo pela PUC-Rio e pós-graduado em Cinema Documentário pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou na TV Globo e hoje é sócio da produtora SeuFilme. Também dirigiu os curtas-metragens Tem Bala Aí? (2008), Luz Guia (2012), Como Seria? (2014) e Pela Estrada Afora (2015). Meu Nome é Daniel (2019), seu primeiro longa-metragem, estreou em outubro de 2019, sendo exibido em mais de 20 festivais nacionais e internacionais, como IDFA, Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Sydney, Festival de Cartagena e Mostra de Tiradentes. 

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Giovanni Venturini

Roteirista e ator. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília 2022. O curta também recebeu os prêmios de melhor curta-metragem no Festival de Cinema de Locarno 2022 na Suíça, Cine Ceará 2022 e Panorama Coisa de Cinema 2022. Atuou em diversos filmes do cinema nacional, como o premiado “Veneza” de Miguel Falabella; “A Sogra Perfeita”; “Maior que o Mundo”, entre outros. Já passou por telenovelas e séries em importantes como “O Rei da TV”; “Chuva Negra”; Os Ausentes”; “Confissões Médicas”; e por diversos canais e streamings como Globoplay, HBO Max, Star Plus, Canal Brasil, Disney Channel, Discovery Channel, SBT, entre outros.

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Izabel Maior

Professora de medicina na UFRJ e foi a primeira pessoa com deficiência a comandar a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, sendo uma liderança há mais de trinta anos do Movimento das Pessoas com Deficiência. Recebeu da Organização dos Estados Americanos (OEA) um prêmio pela sua “contribuição ao desenvolvimento de um continente mais inclusivo”, em 2010. Também em 2013, lançou o livro e filme-documentário História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

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Millena Silva

Millena Silva de Moraes é ativista e estudante de Direito da Universidade de Brasília (UnB).  Atualmente é estagiária da área jurídica do Senado Federal.

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Sara Paoliello

Mestre em Comunicação Social (UFMG), formada em Cinema e Audiovisual (UNA), com licenciatura em Artes Visuais (Claretiano) e pós-graduanda em audiodescrição pela PUC MINAS. A sua pesquisa é voltada para a interseção entre deficiência e cinema. Além disso, atua como produtora de ações de acessibilidade no Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes, tendo realizado diversas mostras de Cinema e o Cineclube Acessível, que exibe filmes com recursos de acessibilidade mensalmente. No ano de 2023 e 2024 realizou a mostra Deficiência em Tela, com produções sobre a temática da deficiência. Os curtas-metragens de sua direção foram exibidos em festivais como Assim Vivemos, CINEBH e o Festival de Takeshima na Colômbia.

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        Entrevista com a ativista Clara Mar

"Sempre tive medo de ser representada no cinema. Sempre tive medo de ver filmes em que houvesse pessoas com deficiência. Ao mesmo tempo, esse anseio sempre tomou conta de mim. Em uma sala gélida e escura, cheia de gente desconhecida, o que passa na tela precisa, de algum modo..." (Clara Marinho, 2023).

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Entrevista com o cineasta Daniel Gonçalves

"Todo aquele discurso, daqueles dois lugares que as pessoas com deficiência são colocadas: ou ela é o coitadinho ou é o arauto da superação, tudo isso são formas veladas de se invisibilizar a luta de uma maneira geral" (Daniel Gonçalves, 2023).

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Entrevista com o ator Giovanni Venturini

"A sociedade ainda enxerga a gente como incapaz, como vítima, como exemplo de superação, e aí essas pessoas que não têm contato e vivência com outros corpos com deficiência acham que o único modo de representar é através da emoção, da comoção, dessa superação, dessa coisa toda que te faz chorar e sair tocado e você não reflete sobre, né?" (Giovanni Venturini, 2024).

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Entrevista com a ativista Izabel Maior

"[...] Na física, [a invisibilidade] é alguma coisa que não reflete a luz e não conseguimos perceber. Na vida social [...] depende do espaço social que a pessoa ocupa, ela se torna visível ou invisível. Ela pode ser visível pra uns e invisível pra outros. O que acontece com os segmentos ditos minoritários, mas que, somados na verdade são a maioria da população? [...] Eles são minoritários pela invisibilidade social: pela falta de presença nos espaços de poder" (Izabel Maior, 2024).

Entrevista com a cineasta Sara Paoliello

"A invisibilidade das pessoas com deficiência diz respeito à exclusão e ao isolamento sistêmico em diversos âmbitos, seja ele social, afetivo, político e cultural. Essa invisibilidade é parte de um projeto de isolamento sustentado por práticas capacitistas e higienistas em diversas épocas e culturas, além da falta de acessibilidade e mobilidade. O que limita ou até mesmo impede a participação das pessoas com deficiência na sociedade, apagando suas vivências, suas experiências e suas decisões, enquanto reforça a ideia de que elas não pertencem aos espaços coletivos" (Sara Paoliello, 2024).

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Conversa com a ativista Millena Silva

Millena Silva de Moraes é ativista e estudante de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Tem deficiência motora decorrente de paralisia cerebral e se locomove por cadeira de rodas. Atualmente é estagiária da área jurídica do Senado Federal. A estudante conta sobre a luta para ter seus direitos respeitados, como o de estudar. Millena é a primeira aluna de Direito da UnB com paralisia cerebral. Sua mãe, Jocília Silva Conceição, a auxilia nas atividades diárias e as duas moram na Casa do Estudante da Universidade.

A conversa foi realizada em 23 de outubro de 2023.

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