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Abstrato Geométrico Minimalista

Dados da (in)visibilidade:
números expressivos da falta de inclusão no cinema comtemporâneo 

As pessoas com deficiência são invisibilizadas nos circuitos hegemônicos da comunicação contemporâneo, em especial, no cinema?

 

Há protagonismo da pessoa com deficiência nas narrativas cinematográficas que

circulam na atualidade?

 

O primeiro eixo da pesquisa investiga onde, quando e como as imagens das pessoas com deficiência circulam nos meios hegemônicos da comunicação brasileira. Para isso, o cinema pareceu um lugar privilegiado de análise justamente porque hoje ele se desdobra em formatos diversos, na sala escura, nas televisões domésticas, nos computadores e nos inúmeros dispositivos móveis. Nesse sentido, optamos por pensar o cinema contemporâneo a partir de três continentes que estão a todo momento se tocando e se afastando, em dinâmicas de contágios significativos:

 

Nossa primeira incursão, foi nas salas escuras – mapeando as imagens de pessoa com deficiência nos filmes lançados nos últimos 5 anos no Brasil (2019-2023).

Nossa segunda investida, foi mapear o cinema que chega na TV aberta, no mesmo período, para pensar as incursões mais amplas do cinema no território brasileiro.

 

Por último, nosso mapeamento percorreu o cinema exibido atualmente nas plataformas de streaming, optando nesse caso por um recorte temporal mais ampliado da produção cinematográfica.

 

Para atravessar esses continentes, nossos primeiros passos foram os de mapear quantitativamente esta realidade. Se a visibilidade não é determinada somente pela presença de imagens, não significa que possa ser efetivada sem essa presença. De fato, os números são bastantes reveladores da extensão dessa (in)visibilidade.

"A demarcação desses ambientes da pesquisa reflete a realidade de um país em que 39,9% da população brasileira reside em municípios onde não há sequer uma única sala de cinema (IBGE, 2019). Em 2022, aliás, apenas 7% dos municípios tinham uma sala de exibição, o que significa, em termos populacionais, 90 milhões de brasileiros vivendo em cidades onde não há cinema: "A cidade de Belford Roxo, por exemplo, na Baixada Fluminense, tem 515 mil moradores e nenhuma sala de exibição. Outros municípios populosos sem cinema são Ribeirão das Neves (MG), Parnamirim (RN), Viamão (RS) e Magé (RJ)”.

Fonte: Revista Piauí, 2024

O e-book 'Imagem e Capacitismo: análise da circulação de filmes no Brasil entre 2019 e 2023' apresenta parte dos resultados da pesquisa desenvolvida entre setembro de 2022 e setembro de 2024 no convênio UnB-Finatec-FENAPAES, com foco em investigar e analisar as relações atuais entre a imagem da pessoa com deficiência e o capacitismo no regime de visibilidade contemporâneo. A publicação está disponível para acesso gratuito em formato digital:

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